Michel Temer

  • PF indicia Temer e mais dez em inquérito sobre Decreto dos Portos

    A Policia Federal (PF) indiciou o presidente Michel Temer e mais dez pessoas no inquérito que apura o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado em maio do ano passado pelo presidente. Eles foram indiciados pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    Os indiciamentos estão no relatório final da investigação, entregue hoje (16) ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. Após receber o documento, Barroso pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 15 dias para se manifestar sobre eventual denúncia contra os acusados. A filha de Temer, Maristela de Toledo Temer Lulia também está na lista de indiciados.

    No relatório final, o delegado responsável pelo caso também pediu ao Supremo o bloqueio de bens de todos os acusados e prisão preventiva de quatro deles, o coronel João Batista Lima Filho, amigo de Temer, a arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher de Batista, e os investigados Carlos Alberto Costa, sócio do coronel, e Almir Martins Ferreira. Ao enviar o caso à PGR, Barroso também proibiu os acusados que tiveram prisão solicitada de deixarem o país.

    O advogado do presidente no processo envolvendo o inquérito dos portos, Brian Prado, informou que ainda não teve acesso ao relatório e não se manifestará a respeito por enquanto. O Palácio Planalto, até o fechamento desta reportagem, não se manifestou a respeito.

    Indiciados:

    1. Michel Miguel Elias Temer Lulia

    2. Rodrigo Santos da Rocha Loures (ex-deputado)

    3. Antônio Celso Grecco (sócio da Rodrimar)

    4. Ricardo Conrado Mesquita (sócio da Rodrimar)

    5. Gonçalo Borges Torrealba (Grupo Libra)

    6 – João Baptista Lima Filho

    7. Maria Rita Fratezi

    8 –  Carlos Alberto Costa Filho

    9 – Carlos Alberto Costa

    10. Almir Martins Ferreira

    11. Maristela de Toledo Temer Lulia (filha de Temer)

    *Texto atualizado às 20h32//Colaborou Marcelo Brandão

    Edição: Sabrina Craide
    Por André Richter – Repórter da Agência Brasil* – Fonte: Agência Brasil
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  • No Planalto, Pence e Temer conversam sobre refugiados venezuelanos

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    Em rápida conversa hoje (26), no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer e o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, falaram sobre os laços entre Brasil e Estados Unidos. Ao se cumprimentarem, o americano demonstrou preocupação com a situação dos refugiados venezuelanos. Pence chegou ao Planalto no início da tarde.

    O norte-americano disse a Temer que o Brasil tem feito esforços importantes no suporte à crise na Venezuela acolhendo os refugiados que sofrem com a crise no país. Pence mencionou ainda que Brasil e Estados Unidos têm relações econômicas importantes, de amizade e trabalham pela promoção da liberdade.

    Temer citou a inspiração que a Constituição americana de 1787 teve na elaboração da Constituição brasileira de 1891, com os princípios de federação e democracia.

    A Copa do Mundo de futebol foi citada por Michel Temer logo no início da conversa com Mike Pence. Após dizer que os brasileiros estão muito envolvidos com o mundial, ele pediu que os americanos torçam pelo Brasil caso a seleção chegue à final. “Sei que os Estados Unidos não estão participando [dos jogos da Copa], mas certa e seguramente há muitos apaixonados e fãs do futebol. Espero que, se o Brasil chegar na final, os senhores possam também torcer por nosso país”, disse arrancando risos de Pence.

    Na reunião entre os dois, logo após os cumprimentos, além da crise humanitária na Venezuela, foram tratados temas como cooperação na área espacial e de segurança, além de questões comerciais.

    Pence está no Brasil desde o início da manhã de hoje, na primeira visita de alto nível de um representante do governo Donald Trump ao Brasil. Ele chegou ao Planalto por volta das 12h e, após a reunião, ele e Temer seguiram para o Itamaraty, onde almoçam na presença de ministros.

    Além de passar por Brasília, Mike Pence irá amanhã (27) para Manaus, visitar um abrigo de imigrantes venezuelanos. A prefeitura de Manaus administra dois abrigos onde vivem, atualmente, cerca de 200 venezuelanos.

    O presidente Michel Temer recebe o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence no Palácio do Planalto/José Cruz/Agência Brasil
    Edição: Denise Griesinger
    Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil – Fonte: Agenciabrasil.ebc.com.br
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  • Michel Temer diz que “jamais solicitou pagamentos para obter silêncio de Cunha”

    Brasília – A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

    A nota diz que o presidente “não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.”

    De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. “Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República”.

    O comunicado diz ainda que Temer “defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados.”

    No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em aúdio, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Batista, conforme a reportagem, firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há cionfirmação de que a delaçãodo empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Temer estave reunido hoje com governadores da Região Nordeste. O encontro terminou às 19h50. O presidente, então, iniciou uma reunião com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem. Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete de Temer.

    Por volta das 21h, cerca de 50 manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto com buzinas para protestar contra o presidente. A Polícia Militar reforçou a segurança no local.

    Congresso

    As sessões da Câmara dos Deputados e do Senado foram suspensas depois da divulgação da reportagem.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão que analisava medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta da Casa, sem concluir a votação da MP 755/16, que trata dos repasses de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) a estados e municípios. Maia disse que “não havia mais clima para a continuidade dos trabalhos”. Ele saiu apressadamente, falando ao telefone, e admitiu que as denúncias são graves.

    Após a divulgação da reportagem, o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), foi à tribuna. “Acaba de sair uma revelação, a notícia de uma gravação onde [o presidente] Michel Temer dá orientações para manter Eduardo Cunha calado na unidade prisional em que se encontra”, disse Braga, e deputados da oposição passaram a gritar palavras de ordem pedindo a saída de Temer.

    O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) informou que protocolou um pedido de impeachment de Temer. “As denúncias mostram um comportamento incompatível com a função de presidente, com o decoro do cargo. […] Não há outra saída para o presidente [da Câmara] Rodrigo Maia a não ser receber esse pedido.”

    Depois o deputado JHC (PSB-AL) protocolou um segundo pedido de impeachment contra o presidente. No documento, o deputado diz que a denúncia contra Temer revela “sua total ausência de condições mínimas para liderar o país rumo à saída da maior crise econômica de sua história”.

    Os deputados disseram que vão obstruir as votações enquanto o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não colocar para deliberação do colegiado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Miro Teixeira (REDE-RJ), que prevê eleições diretas para a Presidência da República, caso o presidente Michel Temer seja cassado ou renuncie ao mandato.

    Segundo o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), os partidos de oposição vão trabalhar em três direções: a renúncia, “que deixaria o país mais tranquilo, com a convocação de novas eleições”, o impeachment e a realização de novas eleições.

    De acordo com a reportagem, outra gravação da delação de Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

    O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse que as denúncias são graves e que precisam ser analisadas de forma serena. “É preciso buscar, de forma rápida, respostas para a sociedade brasileira”, disse. “A investigação dos fatos irá dizer se houve qualquer infração à Constituição. Em se configurando qualquer infração à Constituição, o rito tem que ser seguido como foi com a presidente Dilma, de impedimento.”

    Outro lado

    Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador “está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

    O senador Zezé Perrella publicou uma mensagem em seu Twitter por volta das 22h50 de hoje em que diz que nunca conversou com Wesley Batista, não conhece ninguém do grupo Friboi (uma das marcas da JBS) e que nunca recebeu, “oficial ou extraoficial”, nenhuma doação da empresa. “Estou absolutamente tranquilo”, disse o senador, que acrescentou que espera que todos os citados na matéria de O Globo tenham a oportunidade de esclarecer sua participação. “O sigilo das minhas empresas citadas, dos meus filhos estão absolutamente à disposição da Justiça, onde ficará comprovado que eu não tenho nada a ver com essa história”, disse Perrella.

    A assessoria do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou que o deputado está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais. Rocha Loures tem retorno programado para amanhã. Em seu retorno, o deputado deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados. De acordo com o jornal O Globo, o deputado foi indicado por Temer como interlocutor para solucionar um problema da JBS. Posteriormente, Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil.

    Íntegra da nota da Presidência da República

    “O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

    O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.
    O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.”

    Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

    *Reportagem de Marcelo Brandão, Iolando Lourenço, Ivan Richard Esposito  e Luciano Nascimento

    Fonte: Agência Brasil

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-05/temer-diz-que-jamais-solicitou-pagamento-para-obter-silencio-de-cunha

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