Ações de Meio Ambiente se consolidam em Rondônia

Ações de Meio Ambiente foram pautadas em projetos ecológicos e de atividades educativas em Rondônia – Foto: Daiane Mendonça/Secom – Governo de Rondônia

As conquistas na implementação de projetos ambientais no Estado de Rondônia se consolidaram com medidas de fiscalização, controle e preservação do meio ambiente. Nesta proposta, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) realizou uma série de ações com foco educativo, podendo ser citadas como exemplo a instalação de placas solares em escolas em Unidades de Conservação; a implementação do programa ‘Rio+limpos e outras parcerias com foco no monitoramento da biodiversidade como o projeto de recuperação de nascentes e rios, intercâmbios de conhecimento entre as comunidades regionais e projetos para o ecoturismo.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Colocando em prática o Plano de Educação Ambiental do Estado de Rondônia, a Sedam, por meio da Coordenadoria de Educação Ambiental (Ceam) realizou ações em vários municípios do Estado, levando atividades educativas a gestores municipais e comunidades tradicionais na capital e no interior.

Em parceria com o Ministério do Meio ambiente (MMA), o Governo de Rondônia implementou o programa ‘Rio+limpos’, que tem a intenção de incentivar a população a não jogar o lixo em local que possa trazer impacto ao meio ambiente, e ao descarte de forma correta e separar o resíduo reciclável do orgânico. No Estado o Rios + Limpos foi implantado em comunidades indígenas e ribeirinhas, em torno do rio Pacaás Novos. Mas esses são apenas pequenos exemplos do que é a Educação Ambiental.

Neste ano de 2021, a Sedam também acompanhou a soltura de aproximadamente 200 mil filhotes de tartarugas no rio Guaporé. A ação aconteceu na Praia Ponta da Ilha, em Costa Marques. Há mais de 20 anos, neste período, por meio do projeto Quelônios da Amazônia da Associação Comunitária Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale), em parceria com o Governo de Rondônia, milhares de filhotes são soltos no curso do rio com o objetivo de repovoação da espécie. Já no Parque Estadual de Corumbiara, foi realizado a soltura de quase 500 mil tartarugas gigantes da Amazônia (Podocnemis expansa) nas baías do rio Guaporé, existente na reserva.

LUZ PARA EDUCAÇÃO

A Sedam consolidou projeto “Luz para a Educação”, cujo foco é a escola Municipal João da Mata, localizada na Reserva Extrativista (Resex) do Rio Pacaás Novos. O programa beneficiou a comunidade com a instalação de energia solar fotovoltaica, substituindo o velho motor movido a diesel, que além de poluente tem manutenção alta devido ao consumo de combustível. Ao todo, foram instaladas 15 placas solares para atender a escola.

A ação possibilitou ainda o nascimento do projeto de reestruturação do laboratório de informática da escola, onde foram feitas manutenções, troca de peças e instalação de programas em oito computadores. Hoje, a comunidade tem acesso à inclusão digital. O projeto é financiado principalmente pelos Governos da Coalizão Under2 composta pelo Quebec, Escócia, País de Gales e Baden-Wuerttemberg, por meio do Future Fund, que foi criado para aumentar a participação das regiões emergentes e em desenvolvimento e a colaboração com a Coalizão Under2. A ação foi possível através da parceria entre Sedam, o Centro de Estudos Rioterra e o Climate Group.

ETNOTURISMO

Com um novo olhar para o turismo indígena, a Sedam em parceria com a Superintendência de Turismo de Rondônia (Setur), buscou medidas para fortalecer o turismo e o desenvolvimento ambiental dentro das comunidades indígenas, incentivando a conservação e o desenvolvimento ecológico.

Com esta proposta, a Coordenadoria de Povos indígenas da Sedam, (Copim) subsidiou o diálogo, assim como a articulação com operadores de turismo. Dentre as atividades realizadas, a equipe técnica da Sedam conheceu as demandas por turismo em terras indígenas e os fatores que determinam as escolhas dos turistas. Dentro da área ambiental esta parceria teve como objetivo identificar a recuperações de nascente dos rios no território.

NASCENTES

A restauração ecológica é uma das principais ações da Sedam, com o programa de recuperação de nascente são realizados projetos para o apoio à conservação de rios em áreas de preservação permanente nas regiões Leste e Sul do Estado, esse trabalho deverá ser concluído até o final de 2022. O trabalho inclui ainda produção de mudas de espécies nativas, restauração e recuperação de áreas, monitoramento e avaliação ambiental.

Assim como a finalização do projeto Reviver Rio Machado, que tem como objetivo principal realizar um diagnóstico ambiental da bacia hidrográfica do rio, o projeto de recuperação de nascentes vai promover a conservação dos mananciais hídricos de Rondônia, estimulando a restauração e conservação das áreas de preservação, de forma a garantir à proteção da matas ciliares que banha a área urbana e rural dos municípios.

Em convite ao Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Branco e rio Colorado e da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dom João Paulo I, a Sedam esteve presente na primeira etapa do projeto de recuperação de nascente no município de Alto Alegre. O projeto será executado por meio de estudos e atividades de recuperação para a regeneração da nascente, através de identificação dos aspectos fisiográficos e antrópicos da região.

MONITORAMENTO BIODIVERSIDADE

Com ações voltadas para monitorar a biodiversidade e avaliar as respostas de populações ou ecossistemas às práticas de conservação, a CUC realizou a coleta de dados do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade nas Unidades de Conservação e Parque Estaduais de Rondônia. A iniciativa possui apoio do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e atualmente é realizado em oito Unidades de Conservação (UCs) do Estado de Rondônia. O programa realizou o monitoramento participativo da biodiversidade e promoveu o envolvimento socioambiental para o fortalecimento da biodiversidade em UCs da Amazônia.

Nesta ação, a equipe da Sedam fez o monitoramento das espécies de mamíferos de médio e grande porte; grupos selecionados de aves e borboletas, sendo estudados, um a um, para identificar como as espécies reagem às perdas de habitat, as alterações da paisagem, a sobre-exploração de espécies e as mudanças climáticas, permitindo assim, avaliar os impactos de fatores externos que prejudicam a floresta. As informações coletadas em campo servem de indicativos da situação ambiental da floresta, e que vai auxiliar na construção de políticas e ferramentas para a gestão da unidade.

Por Secom/Governo de Rondônia