Anderson Pereira defende contratação de médicos brasileiros formados no exterior para atuarem na pandemia

Divulgação/Assessoria

Durante reunião nesta quarta-feira (31), sob presidência do deputado Alex Redano (Republicanos), o deputado estadual Anderson Pereira (PROS), defendeu a contração imediata de médicos brasileiros formados no exterior, para atuarem na linha de frente da pandemia do novo coronavírus. O parlamentar disse ser o momento de união para ajudar a população, pois no Estado há médicos com excelente formação, que não podem trabalhar porque o Revalida não está sendo realizado.

A reunião aconteceu no plenário Lucia Tereza, na Assembleia Legislativa de Rondônia e contou com a participação de vários deputados estaduais e federais e médicos brasileiros formados no exterior. O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos é uma prova que valida diplomas médicos expedidos por universidades de fora do Brasil.

Rondônia vive um momento crítico com UTI’s 100% ocupadas e com inúmeras pessoas na fila de espera, devido à falta de médicos, para possível ampliação de leitos de UTI. “Precisamos salvar vidas e estamos com muita dificuldade dentro do nosso país de conseguir isso, um dos meus encaminhamentos, além de fazermos um trabalho legislativo, mesmo que seja inconstitucional, é buscar meios nas esferas federal, estadual e judicial, para que a contratação desses profissionais aconteça de forma imediata, sem a necessidade de aplicação do revalida, já que estamos vivendo um caos na saúde com hospitais lotados e pessoas morrendo na fila de espera para uma vaga de UTI”, destacou Anderson.

“Quem estuda fora do país é discriminado, somente por ser brasileiro, você conclui o curso muito sofrido, com muita dificuldade, pagando aluguel, quando chega aqui no Brasil, para atuar e sofrem toda essa discriminação por parte do governo brasileiro. Essa doença não escolhe classe social, ela está matando todo mundo, do pobre ao rico, e estamos perdendo tempo discutindo revalida com profissionais formados, por que o nosso país criou uma burocracia defendida pelo conselho de medicina para dificultar o registro”, pontuou.

“O governo federal está deixando de lado milhares de médicos formados no exterior e que estão proibidos de nos socorrer num momento como esse. Nós não podemos abrir mão de nenhum profissional, ainda mais algo em torno de 15 mil médicos que estão aqui no Brasil proibidos de exercer a atividade profissional. Nesse momento de crise, por favor deixem de ser ideológicos, deixem de fazer politicagem e permitam que esses profissionais ajudem esses brasileiros na defesa da saúde e da vida”, finalizou o deputado estadual Anderson Pereira.

Por Decom/ALE-RO