Foto: Reprodução/TV Senado

O empresário Paulo Marinho, 68, suplente de senador de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e um dos mais importantes e próximos apoiadores de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018 afirmou, em entrevista à Folha, publicada neste domingo (17), que a Polícia Federal avisou Flávio com antecedência da Operação Furna da Onça.

A operação investigava o esquema de “rachadinha” e desvio de dinheiro público em seu gabinete que atingiu o ex-motorista e assessor Fabrício Queiroz, seria deflagrada.

O filho do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) foi avisado da existência dela entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura de Jair Bolsonaro.

Pior ainda. Os policiais teriam segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a candidatura de Bolsonaro.

A coisa não para por aí. O delegado-informante teria aconselhado ainda Flávio a demitir Fabrício Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de deputado federal de Jair Bolsonaro em Brasília. O filho do presidente seguiu o conselho e os dois foram exonerados naquele período —mais precisamente, no dia 15 de outubro de 2018.

Bebianno

O empresário diz ainda que Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL durante a campanha e posteriormente ministro da Secretaria Geral da Presidência, “tinha um telefone celular por meio do qual interagiu durante toda a campanha (presidencial de 2018) e a transição de governo com o capitão. Eles se falavam muito por WhatsApp. O capitão adorava mandar mensagens gravadas para ele”.

Um dia, num ato de raiva pela demissão injusta que sofreu, tratado como se tivesse sido um traidor quando foi o que mais fez pelo capitão, ele deletou grande parte desse conteúdo. E deixou esse telefone com uma pessoa nos Estados Unidos.

Depois parece que ele resgatou de novo o conteúdo. Ele ficou muito marcado pela demissão, com muito desgosto, melancolia. Ele morreu de decepção, de tristeza mesmo. Mas ele não era homem-bomba. Não tinha nada que pudesse tirar o capitão do governo por algo do passado”.

Sobre o paradeiro do telefone com as gravações, o empresário responde: “Eu não sei onde está, para te dizer a verdade. Está com alguém. Eu não sei com quem”.

Fonte: Revista Fórum

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